Sem Papas Na Língua

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Poderíamos ter poupado nosso tempo


Hoje faz um ano que não tenho notícias dele. Prefiro assim. O conheci numa lanchonete que eu frequentava perto do meu trabalho. Fomos ficando próximos, ele me pareceu muito bonito e simpático. Em pouco tempo fomos criando um pouco de intimidade. No início eu estava receosa de entrar com intensidade nesse tipo de relacionamento, mas sou do tipo que não consegue fingir ser o que não é.


Eu não buscava um relacionamento logo de cara, mas não queria "perder meu tempo", com sentimentos rasos. Fui com medo de ir com pressa demais, pois não o queria precioná-lo, muito menos me precipitar, mas eu desejava ter algo sério com alguém, me entregar por inteira, mesmo que à mim ninguém nunca tenha sido por inteiro. 



Na verdade, nosso coração não escolhe quem vai gostar muito, quando do nada, você percebe que aquela pessoa está ali, com um pedacinho de si em boa parte da sua vida.

Ele quis estar, pelo menos demostrou se interessar muito por mim e por minha vida.


Ainda tão "amoroso", disse não querer nada sério comigo, havia se decepcionado muito no passado. Por falar em passado, ele era preso a ele, fazia questão de me mostrá-lo, mesmo sem eu pedir. Fui paciente e tentei o compreender. Eu fui um pouco ingênua, relutei ouvir a voz da razão, mas a vida estava me dando sinais de que ele não estava com boas intenções comigo. 



Conhecemos muitos lugares, fora e dentro um do outro. Passei a lhe revelar segredos e sentimentos. Sem perceber, que ele não dava importância, me dei conta disso um tempo depois. Percebi inclusive que, o que ele realmente queria era ter seu ego elevado, queria a facilidade de uma resposta rápida e um alguém ali disposto a satisfazer seus desejos carnais e banais.



O que ele não sabia é que a vida dá voltas, não é atoa que o que fazemos com os outros volta pra nós. Uns se permitem afetar pelo que lhe fizeram de ruim e passam isso a diante, generalizando pessoas e situações. Mera ilusão e perda de tempo, pessoas egocêntricas, que pensam somente em si mesmas e não no que o outro vai sentir.



Por falar em tempo, perdemos muito, eu e ele. Eu por investir tempo num alguém que já tinha em mente o que queria. Ele por não estar com um alguém de quem realmente gostasse, um alguém que atendesse a sua lista de critérios.



Depois de um tempo ele passou a ficar diferente  comigo. Foi se afastando, se afastando. E o moço que havia dito que não queria compromisso, estava de relacionamento sério com outra moça.



No começo, foi um baque, claro! Mas depois compreendi que na verdade, relacionamento sério ele não queria era comigo. Porque quando alguém realmente gosta de você, essa pessoa não quer perder é tempo.



O que eu te aconselho é...



Queira estar com aquele que queira estar com você, mas que não apenas fale, mas que haja, que faça acontecer. Valorize quem você é e o que tem pra oferecer. Não dispense outras oportunidades de conhecer um outro alguém. Se houver dúvidas... não é pra ser. Quando alguém não te quer, ela elenca mil impecilhos, inclusive ela mesma. 



Tente compreender os silêncios, pois neles também há uma mensagem explicita. E admita pra si mesma o significado. As ausências, confirmam as prioridades e os medos de cada um. Mas saiba distinguir os silêncios.



Como Zack Magiezi diz: As pessoas querem um amor que como comida chinesa na sexta à noite e vá embora no domingo a tarde. Querem um amor que só traga alegrias e nunca traga problemas, querem um amor que nunca falhe. Elas irão continuar querendo o pote de ouro que está atrás do arco-íris e continuarão infelizes. Pois o amor é falhar, é entrega, é medo, é imperfeição, é riso, é lágrima, é tentar, desistir e não conseguir. é recomeçar, é viver.



Quando for pra ser, você vai sentir. Mas se sentir que pode dedicar seu tempo em quem demonstra te querer também, bata em retirada de onde estiver. 





Valorize-se! Não seja plano B de ninguém.





Por Daniella Lins

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